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25 de março de 2014

UEA investe na formação de arqueólogos no Amazonas - Portal UEA

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Arqueólogo João Queiroz Rebouças formado pela UEA.
Foto: UEA

O Amazonas possui uma demanda expressiva por profissionais da área de Arqueologia e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) se insere no processo de contribuir para a melhor formação desses profissionais para atuar em diversos segmentos das atividades arqueológicas. O mercado de trabalho para estudantes recém-formados e acadêmicos que ingressam na Universidade é promissor. Em 2014, duas turmas de Arqueologia iniciam a graduação na UEA.

A afirmação é da professora do curso de Arqueologia da UEA, Arminda Mendonça, e do arqueólogo João Rebouças. Segundo Arminda, todo tipo de construção atualmente passa pelo aval de um arqueólogo. Os laudos arqueológicos, de acordo com a profissional que possui quase 40 anos de atuação na área, são importantes tendo em vista a necessidade de se preservar o patrimônio público.

O discurso é reforçado pelo arqueólogo e egresso da UEA, João Queiroz Rebouças. Ele fez um panorama sobre a necessidade de incentivo à formação de profissionais da área de Arqueologia. “Nas últimas décadas, existe a necessidade de se guardar o patrimônio. Passou a se cobrar a necessidade de oferta de laudos arqueológicos visando essa preservação. Além disso, alguns podem entrar para a Arqueologia e fazer pesquisas acadêmicas. É preciso ampliar a necessidade do curso”, alertou.

O assunto teve destaque durante a aula inaugural que ocorreu na segunda-feira (24), na Escola Superior de Ciências Sociais (ESO), em Manaus. A aula contou com a participação de cerca de 20 alunos que ingressam no curso especial ofertado neste primeiro semestre de 2014. O curso também será ofertado no município de Manacapuru e terá aula inaugural prevista para a próxima quinta-feira (27).

Na ocasião, o pró-reitor de Ensino de Graduação (Prograd), Luciano Balbino, também destacou que os alunos que ingressam neste novo desafio da melhoria da formação têm uma perspectiva positiva em relação ao mercado de trabalho. “Na última turma, 17 alunos receberam bolsas de trabalho no final do curso. A possibilidade de emprego é certa. Essa é a grande expectativa para a grande demanda do estado”, afirmou.

Sítio-Escola realizado em 2011 na Embrapa com os alunos da UEA.
Foto: Bruno Kelly/Acrítica
Ele também destacou a especificidade do curso e incentivou os alunos a se dedicarem às aulas para garantirem a aprovação. “Esse curso de Arqueologia é diferente porque as aulas são ministradas sem previsão de formação de novas turmas. Por isso, exige compromisso e dedicação exclusiva. Vamos buscar professores para transformá-lo em um curso de alta qualidade”, disse.

Durante a aula inaugural, Arminda Mendonça e João Rebouças proferiram a palestra “Arqueologia: a profissão do futuro e do agora”. “Vocês terão um mercado de trabalho garantido. Se hoje existe um mercado promissor para o professor João, que é egresso do curso, também haverá para vocês. Tenham bons estudos e aproveitam essa oportunidade”, afirmou o professor e coordenador dos cursos de oferta especial da UEA, Nilson Santos.

“Existe uma importância do mercado de trabalho promissor. Hoje, não existe nada nesse país que não seja feito que não tenha um laudo arqueológico por trás”, concluiu a professora Arminda Mendonça.

Texto: Vanessa Brito
Fonte: Portal UEA

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