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15 de março de 2014

Peças que retratam realidade do homem amazônico permanecem em exposição até dia 30 de março - Portal da UFAM

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Peças em madeira, piaçava, barro e até resíduos de açaí são as matérias-primas de ao menos 200 peças, que estão em exposição no Museu Amazônico até o próximo dia 30, no Centro de Manaus. Intitulada “A Arte do Povo Amazonense e sua Diversidade”, as obras reúnem produções de artesãos e artistas de rua de 15 cidades do Amazonas, retratando a forma com ribeirinhos e interioranos de se organizarem, alimentarem-se, são transportados e até seus utensílios domésticos.

Um dos curadores da exposição, Custódio Rodrigues, afirmou que as peças correspondem a três vertentes de criação: utilitária, decorativa e para fins de comercialização.

“Aqui são estamos com peças para venda, mas cada uma delas têm uma história interessante, porque reflete a própria vivência de seu criador”, explicou.

Uma das mais interessantes, segundo Rodrigues, é a José Neves, professor da rede estadual de ensino do município de Urucurituba, que faz réplicas de materiais encontrados em sítios arqueológicos.

“Ele não vive de sua arte, mas sua vida caminha concomitante a peças resgatadas em áreas de buscas arqueológicas. Na própria casa, ele mantém cerca de 10 mil peças e para preservar as originais, ele faz, em barro, cópias idênticas as que tem em casa”, revelou o curador.

Em ambientes distintos, a exposição ocupa num espaço maior, todas as 200 peças produzidas por artesãos e num espaço menor, porém restrito, as obras do artista de rua Cleudson Souza Gomes, mais conhecido por César. Para a exposição, ele reproduziu em peças de azulejo, 30 imagens das belezas naturais.

“Aprendi a fazer essas peças sozinho. Venho de família pobre e quando me interessei por arte, recolhia restos de cerâmica, as colava e pintava sobre elas”, disse ele, que espera, com a visibilidade do espaço gerido pela Universidade Federal do Amazonas e a veiculação em alguns jornais de Manaus, outras oportunidades para mostrar e vender as peças. Sônia de Souza, uma das visitantes do evento, aprovou a iniciativa do Museu Amazônico de valorizar as criações locais.

"Sempe venho a essas exposições e acredito que são espaços que deveriam receber mais visibilidade, mais atenção, dos públicos de todas as faixas etárias", salientou.  O Museu Amazônico está localizado na rua Ramos Ferreira, 1036, Centro, próximo do Colégio Adalberto Vale. A Exposição ficará até dia 30 de maio, com horário de visitação de 8h30 às 12h e das 13h30 às 16h30. 

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