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6 de novembro de 2013

Museu de Arte Sacra abre exposição de muiraquitãs - Agência Pará

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Parte da maior coleção de muiraquitãs do mundo pode ser visitada pelo público a partir desta quarta-feira, 6, na Galeria Fidanza, localizada no Museu de Arte Sacra. A mostra “Coleção de Muiraquitãs do Governo do Pará” foi aberta ontem em Belém, reunindo 74 peças do total de 101. A exposição tem ainda 25 líticos, formados em parte por utensílios de cerca de 11.500 anos e um ídolo raro em pedra.

A abertura da exposição fez parte das comemorações pelo Dia Nacional da Cultura, assim como o lançamento do catálogo “Coleção de Muiraquitãs do Governo do Pará – Considerações genéticas, Científicas e Culturais”, produzida pelo geólogo Taylor Collyer e editado pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), com informações sobre as peças da coleção do Estado, texto de apresentação do secretário de Cultura do Pará, Paulo Chaves Fernandes, e fotos de João Ramid e Elza Lima.

Durante a solenidade de abertura o  titular da Secult relatou o processo para obtenção e reunião das 101 peças que compõem a coleção atual. “Marcamos essa data, o Dia Nacional da Cultura, para lançar essa exposição porque ela tem um condão especial, pois os muiraquitãs carregam um contexto mítico que nos remetem aos nossos ancestrais", comentou, destacando que no segundo governo de Almir Gabriel a Secult conseguiu 27 muiraquitãs, que foram distribuídos em três museus do estado. "Hoje, com muita dificuldade e gana, conseguimos reunir uma coleção com 101 peças, considerada a maior coleção de muiraquitãs do mundo”, ressaltou.

Ao apresentar o catálogo, o secretário relembrou a história do sumiço de uma das peças que compunha a coleção. “Há alguns anos, um muiraquitã que foi retirado para ser fotografado, acabou sumindo. Na época, assim que fui informado, acionei a Polícia Federal, a Polícia Civil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de abrir uma sindicância no âmbito da Secretaria, que infelizmente não conseguiu identificar onde foi parar essa peça. Mas neste catálogo que está sendo lançado, essa peça está totalmente identificada e catalogada, inclusive com foto e um apelo a quem encontrá-la para que possa devolver essa peça que falta à coleção”, disse.

Parte das peças que compõem a exposição foram localizadas a partir de pesquisas iniciadas na década de 1970, com o trabalho do geólogo Taylor Collyer, voltado para a mineralogia e arqueologia em sítios arqueológicos encontrados no Pará, como nos municípios de Oriximiná, Alenquer e Óbidos e também na vila de Alter do Chão, em Santarém. Entre os objetos encontrados em maior quantidade pelo pesquisador estão justamente os muiraquitãs. Nos relatos do pesquisador, ele explica que as rochas e minerais utilizados na confecção desses amuletos milenares “guardam acima de tudo, alguns segredos da Cultura Amazônica, em particular do Estado do Pará”.

As peças em exposição foram resgatadas pelo Governo do Pará, por intermédio da Secult e com o devido conhecimento do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), numa tentativa de conter o contrabando dessas peças, que possuem um grande interesse comercial. A diretora do Sistema Integrado de Museus (SIM), Carmen Cal, lembrou que a exposição é resultado de um trabalho conjunto. “Isso aqui é um esforço coletivo de uma grande equipe, que resultou nessa bela exposição”, disse. A mostra será permanente para que o público possa conhecer melhor essa parte tão importante da cultura amazônica.

Serviço: Exposição “Coleção de Muiraquitãs do Governo do Pará”. Local: Museu de Arte Sacra – Galeria Fidanza. Endereço: Praça Frei Caetano Brandão, s/n – Cidade Velha. Visitação: de terça a sexta, de 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h. Informações: (91) 4009-8805 / 4009-8845 / 4009-8802. A publicação pode ser adquirida na própria Galeria Fidanza e na sede da Secult.

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