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3 de setembro de 2013

Estudos arqueológicos em Rondônia são feitos com tecnologia 3D - IPHAN-RO / ImagemNews

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Utilização do laserscan em campo.
Foto: Michele M. Tizuka / Fonte: ImagemNews
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Rondônia (IPHAN-RO) tem acompanhando pesquisas de patrimônio arqueológico nas áreas diretamente afetadas pela Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho.


Em 2012 o IPHAN participou da execução do projeto de Levantamento de Pedrais com Petroglifos com a tecnologia 3D no Rio Madeira. Executado por pesquisadores portugueses e brasileiros, o projeto resultou em modelos tridimensionais, onde é possível visualizar a arte rupestre como se estivesse no próprio sítio arqueológico.


Dessa maneira, há a possibilidade de criação de um museu virtual, onde o cidadão poderá realizar um tour pela área do sítio, além de contemplar e compreender o passado pré-colonial do Brasil.


Esse registro permitirá que os petroglifos (como são conhecidas as gravuras realizadas em pedras), de grande importância patrimonial, sejam estudados em laboratório e associados às ocupações dos sítios arqueológicos localizados às margens do rio Madeira, possibilitando conhecer melhor a ocupação, os hábitos, e os sistemas simbólicos das populações que residiam nesta parte da Amazônia. 


A tecnologia investida durante as pesquisas arqueológicas insere Rondônia no cenário internacional e não ficam atrás dos demais estudos realizados fora do Brasil. A possibilidade didática dos dados gerados torna-se incomparável nas práticas educacionais em prol do patrimônio arqueológico brasileiro, bem como na salvaguarda de uma infinidade de dados científicos.
Segundo o superintendente, Danilo Curado, o uso da alta tecnologia na coleta e sistematização de dados é mais uma ferramenta que vem a garantir a manutenção da Memória do povo brasileiro.

Foto: Michele M. Tizuka / ImagemNews

Registro em 3D

As equipes da Dryas e da Scientia utilizaram dois equipamentos bastante inéditos no Brasil para fazer a modelagem em 3D. Um deles, o “FARO” emite 900 mil feixes de laser por segundo em 360° com precisão de 2 milímetros. O outro equipamento é um scanner de luz estruturada, Breuckmann Smartscan HE, que “escaneia” as superfícies com precisão de 20 micros (1 micron é igual a um milésimo de milímetro).



Um dos diferenciais do uso destes equipamentos para o registro dos pedrais e gravuras do rio Madeira é a qualidade devido à capacidade de identificação e registro de detalhes. O nível de eficiência deste método também é elevado, com o trabalho realizado em dois meses, aspecto indispensável em um projeto como o da UHE Santo Antônio.

Fonte: IPHAN-RO / ImagemNews
 

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