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19 de setembro de 2013

Arqueólogo da Finlândia escava Geoglifos no Acre - Arqueologia e Pré-História

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Professor Martti Pärssinen (extrema esquerda) supervisiona a escavação no Acre. Crédito da foto: Yle / Mika Mäkeläinen
 A reportagem  a seguir é uma tradução da reportagem apresentada pela TV Yle da Finlândia sobre as escavações nos Geoglifos do Acre realizadas por um pesquisador finlandês. A reportagem de TV (em inglês) pode ser vista clicando no link abaixo. Nela você pode ver claramente os geoglifos.

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O desmatamento da floresta amazônica revelou padrões misteriosos na terra. Os padrões de grande escala são melhor visíveis a partir do ar, onde o arqueólogo finlandês Martti Pärssinen tira fotos deles.

Os padrões geométricos foram feitos com montes de terra e fossos. Muitos deles são enormes, com lados medindo até algumas centenas de metros. Mais de 300 dessas estruturas foram descobertas só no estado brasileiro do Acre.

A façanha da estrutura pode ser comparada a obtida por aqueles que construíram as pirâmides do Egito.

O Professor Pärssinen aponta que as pessoas aqui devem ter gasto tanta energia quanto os trabalhadores do Egito, formando a terra em grandes motes e montes, em complexas e múltiplas estruturas.

A descoberta foi uma sensação para os pesquisadores, pois se pensava que a maior parte da Amazônia era apenas esparsamente povoada pela floresta selvagem.

A estudante Ivandra Rampanelli diz que os padrões estão reescrevendo a história da habitação da Amazônia – uma área que era antes vista como desprovida de grandes civilizações.

A datação por radiocarbono mostra que os padrões mais antigos foram construídos cerca de dois mil anos atrás, e que a civilização de repente desapareceu há 700 anos, possivelmente devido a doenças estrangeiras trazidas pelos europeus.

Agora, as escavações arqueológicas estão lançando luz sobre a vida deste povo antigo. Quantidades recordes de cerâmica foram descobertas, incluindo 300 quilos de fragmentos de vasilhames.

Alguns dos desenhos sobre os Geoglifos é totalmente nova para a ciência, enquanto outras figuras provariam ligações com populações distantes dos Andes.

O Professor Pärssinen não poderia estar mais animado. Segundo ele, este é talvez um dos últimos lugares do mundo onde tais achados valiosos ainda podem ser realizados. Quase tudo o que é descoberto aqui traz novos conhecimentos sobre o passado.

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