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22 de agosto de 2013

Rondônia ganha centro de arqueologia; acervo é de mais de 500 mil peças descobertas em 700 sítios arqueológicos - Rondonoticias

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Porto Velho - Rondônia: As mais de 500 mil peças arqueológicas descobertas em Rondônia vão ganhar local fixo. O Complexo Arqueológico será construído no campus da Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Porto Velho, e terá 2 mil metros quadrados. A afirmação é do arqueólogo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Danilo Curado.

Atualmente, as peças estão em dois laboratórios que fazem as coletas na construção das Usinas Hidrelétricas (UHEs) de Santo Antônio e Jirau. Segundo o arqueólogo, o complexo arqueológico será construído com verba das usinas em construção no Madeira. O complexo terá laboratórios e museu.

Conforme o chefe do departamento de arqueologia da Unir, Carlos Zimpel, o centro será o maior da Amazônia Legal. "O primeiro pertence à USP [Universidade de São Paulo], o nosso será o segundo maior do Brasil", afirmou.

As coletas dos materias começaram em 2008, logo após a instalação das obras. Com a descoberta de 103 sítios arqueológicos na região das usinas, Rondônia soma mais de 700 sítios. Curado também explica que durante a construção da linha de transmissão de energia, que passa por Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, 60% dos sítios encontrados estão em solos rondonienses. "O que me impressiona é a quantidade de descobertas em tão pouco tempo", comentou Curado.

Pesquisas
Zimpel explica que várias são as linhas de pesquisa do departamento com materiais arqueológicos. Entre as pesquisas está a de Cleiciane Noleto, que há dois anos analisa fragmentos rochosos para identificar como o material era usado pela comunidade que vivia às margens do rio Madeira. "Entre as amostras, existem rochas de 1,5 mil anos", comentou a acadêmica de arqueologia.


Além das coletas que são realizadas pelas UHEs, Zimpel explica que há um projeto de identificação da comunidade que vivia no Vale do Guaporé (a 700 quilômetros de Porto Velho). "O local é fronteira entre Brasil e Bolívia e queremos identificar a população nativa daquela região", comentou.

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