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31 de agosto de 2013

Arqueólogos formados pela UEA realizam diagnóstico de áreas da Cidade Universitária - Portal UEA

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Alunos egressos do curso de Arqueologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) iniciarão os trabalhos de diagnóstico e prospecção em áreas que receberão obras da Cidade Universitária, no município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus). O levantamento de materiais e verificação da existência de sítios arqueológicos é necessário para definir ações de preservação e, posteriormente, para liberação das obras de infraestrutura previstas para instalação de unidades de ensino e da reitoria do novo campus.


De acordo com a coordenadora do curso de Arqueologia da UEA, Arminda Mendonça, os alunos formados pela Universidade já trabalharam em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na liberação das obras de acesso à Cidade Universitária, referente aos 4,8 quilômetros de estrada, que interligam a área do novo campus à rodovia Manuel Urbano (AM-070). Na ocasião, foram realizados trabalhos de monitoramento e resgate para que a construtora responsável pela obra pudesse ter autorização para iniciar os trabalhos. A liberação foi anunciada pelo governador Omar Aziz no dia 13 de agosto.


Agora, os novos arqueólogos trabalharão no diagnóstico arqueológico na área que será utilizada para a construção de ruas dentro da Cidade Universitária e instalação das quadras onde serão construídos os prédios da reitoria e das Escolas de Saúde, Tecnologia e Ciências Sociais a serem instaladas na primeira fase.


“Vamos analisar a existência de sítios arqueológicos onde estarão localizados os prédios. Trabalharemos na prospecção das vias, com perfurações no subsolo em ‘grids’, que são linhas paralelas na forma de quadrados para que possamos fazer a análise. Se identificarmos a existência de algum sítio arqueológico, faremos o isolamento da área para que os materiais arqueológicos não sejam afetados na obra”, afirmou Arminda Mendonça.


Segundo a pesquisadora, o trabalho será realizado durante nove meses. O Governo do Estado aguarda a liberação do Iphan, em Brasília (DF), para as obras de toda a parte de infraestrutura da Cidade Universitária, de responsabilidade da construtora Etam. Durante o anúncio da liberação das obras de acesso, o governador Omar Aziz afirmou que o monitoramento do Iphan é importante para a preservação do patrimônio histórico.


“Foram quase cinco meses para a liberação. Você sabe que não se faz nenhuma obra sem que o Iphan autorize, por causa dos sítios arqueológicos no entorno de Manaus e Iranduba, principalmente. Essas áreas foram habitadas por várias tribos indígenas que deixaram um legado de material enorme e nós não podemos passar por cima ou fazer de conta que essa história não existiu”, justificou o governador.


Segundo a professora Arminda Mendonça, o diagnóstico na primeira etapa das obras inicia no mês de setembro. Oito alunos egressos da UEA participam dos trabalhos arqueológicos em toda a obra da Cidade Universitária, incluindo acesso e infraestrutura do local.

Fonte: Portal UEA

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