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9 de abril de 2013

Livro mostra arte rupestre na Amazônia - Agência Pará

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Um trabalho de pesquisa desenvolvido por uma equipe de arqueólogos do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), resultou no projeto intitulado “Arte Rupestre de Monte Alegre: Difusão e memória do patrimônio arqueológico”, que se encontram registradas em um livro que proporciona conhecer mais da arte rupestre encontrada no Parque Estadual de Monte, no baixo Amazonas.
Arte rupestre é o termo mundialmente aceito para designar os desenhos de origem antrópica não utilitários realizados nas superfícies rochosas. As técnicas utilizadas para realizar esse tipo de registro na rocha são, principalmente, a gravura e a pintura. No Pará, esse tipo de arte é identificado no município de Monte Alegre, no Parque Estadual Monte Alegre (Pema), que foi criado em novembro de 2001 pela lei estadual 6.412, como uma Unidade de Conservação Integral, gerenciada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).
O parque tem 5.800 hectares, possui características únicas, como um complexo de serras em pleno cenário amazônico, com cavernas, pinturas rupestres, enclaves de cerrado, espécies contidas na lista de ameaçados de extinção, além da existência de sítios arqueológicos, base para inúmeros trabalhos científicos.
As pesquisas de estudos da arte são realizadas no local desde 1989, sob a coordenação da arqueóloga Edithe Pereira (MPEG), com o apoio da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB). No livro, Edithe Pereira busca sensibilizar a sociedade para a preservação do patrimônio arqueológico do município através dos registros, que se destacam pela supremacia da temática antropomórfica e pela presença de representações gráficas visíveis unicamente com a ajuda de luz artificial.
Edithe se empenhou em descobrir e interagir com esse patrimônio cultural único e não renovável, que ao mesmo tempo em que encanta, permite a produção de conhecimento sobre as comunidades locais e também para a proteção de futuras gerações, chamando a atenção para a necessidade de ações que envolvam políticas públicas, com o objetivo de interagirem com esses bens culturais.
Os estudos da arte rupestre no estado do Pará permitiram identificar uma tradição de gravuras, ou seja, um conjunto de sítios com ampla distribuição geográfica, que apresenta figuras com características semelhantes. Essa tradição – denominada Amazônia – se distribui no noroeste do estado, nos terrenos da margem esquerda do rio Amazonas. O tema principal dessa tradição é a figura humana, que aparece representada de duas maneiras: na sua forma completa, com a cabeça, os troncos e os membros; e a representação exclusiva da cabeça. Em ambos os casos, o destaque é para a presença dos elementos faciais, que algumas vezes apresentam expressões fisionômicas como a alegria, a tristeza ou o espanto.
A Sema, através da educação ambiental, vem tentando mostrar a grande importância deste patrimônio deixado pelos nossos antepassados, evitando a destruição deste patrimônio, realizando o trabalho de educação patrimonial nas escolas estaduais, passando pelas escolas da zona de entorno e também do município, de forma a abranger a todos que têm anseio para conhecer o Pema. Fazem parte desse trabalho a prefeitura local, a Secretaria Estadual de Educação da 6ª Unidade Regional, Museu Emílio Goeldi, e técnicos da Diretoria de Áreas Protegidas (Diap) da Sema.
Acesse o livro integralmente AQUI.

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