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12 de abril de 2013

Camilo Capiberibe quer construir museu do Parque Arqueológico do Solstício de Calçoene - Agência Amapá

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Por: Paulo Ronaldo/Secom
Durante mais de 20 minutos, desta quinta-feira, 11, o governador Camilo Capiberibe ouviu atentamente as explicações da arqueóloga do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá, Mariana Petry, sobre a simbologia que cerca o Parque Arqueológico do Solstício de Calçoene.
Durante a visita ao Parque Arqueológico do Solstício,
o governador afirmou que é possível transformar o local
em atrativo. Foto: Sal Lima.
O sítio, distante 7 km da sede do município, constitui-se de pelo menos 127 rochas dispostas em formato circular, no topo de uma colina. Supõe-se que tenha sido construído como observatório astronômico pelos antigos povos indígenas que habitavam a região.


No fim da conversa, o governador disse que sua visita ao parque tinha o objetivo de reforçar o desejo de construir um museu mostrando toda a história do lugar, além de um espaço de visitação, onde o turista pudesse chegar até o local sem enfrentar transtornos. Para ir onde está localizado o círculo de pedras é necessário andar por um pequeno caminho cercado por mato e lama.
Camilo Capiberibe, que visitou o local pela primeira vez, chamou o secretário de Estado da Infraestrutura, Amilton Coutinho, e determinou que fossem feitos todos os estudos necessários para transformar o projeto em realidade o mais rápido possível.
O diretor-presidente do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá, Augusto Oliveira, disse que já existe o projeto executivo, orçado em R$ 5 milhões. Ele agrega a construção de um museu, na cidade de Calçoene, e uma estrutura moderna, por meio de passarelas, onde o visitante possa chegar perto das pedras, fazer a contemplação, mas sem tocá-las.
A arqueóloga comentou que o projeto foi elaborado a pedido do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). "A construção desse espaço ajudará a manter o local preservado para as futuras gerações. Em baixo deste solo ainda existe muito o quê estudar e é justamente isso que queremos garantir", comentou Mariana Petry.
Para o governador, é possível transformar o local em atrativo, garantindo emprego e renda. Ele sugeriu que o diretor do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) faça um estudo para verificar a possibilidade de criar uma espécie de fundação que cuide do complexo turístico que envolverá também o Museu da Base Aérea, além do próprio Museu Sacaca.
"Precisamos olhar esses locais de forma sustentável, para que eles, de alguma forma, possam acessar recursos em outras esferas garantindo a manutenção dos mesmos, bem como ampliando os espaços a para pesquisa", comentou o governador.
Estiveram também em Calçoene acompanhando o governador, o secretário da Seinf, Amilton Coutinho; do Desenvolvimento Rural, Cristina Almeida; dos Transportes, Bruno Mineiro; da Educação, Elda Gomes e da Administração, Aguinaldo Balieiro, além da prefeita de Calçoene, Maria Lucimar.

Saiba mais
O círculo de Calçoene foi apelidado de "Stonehenge do Amapá", numa referência ao famoso sítio na Inglaterra. As escavações no parque amapaense, executadas por arqueólogos, estão sendo feitas desde 2006. Baseando-se nas características de fragmentos cerâmicos encontrados nas redondezas do sítio arqueológico, arqueologistas estimam que a idade do mesmo esteja entre 500 e 2000 anos.
Um dos blocos de pedra do círculo megalítico foi posicionado de maneira que o Sol, durante o solstício de inverno do hemisfério Norte, que ocorre em torno do dia 21 de dezembro, fique a pino sobre este, de maneira que sua sombra desapareça. Além disso, o posicionamento desta rocha é tal que a projeção de sombras durante todo o dia é diminuta.
É este alinhamento de um dos blocos de rocha com o solstício de dezembro que levou os arqueologistas a acreditar que o local tenha sido no passado um observatório astronômico, e que ao observar o círculo megalítico de Calçoene está na verdade a contemplar os resquícios de uma cultura avançada.

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