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3 de abril de 2013

Babel Indígena - Revista de História da Biblioteca Nacional

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Arqueologia e linguística podem ajudar a revelar origem e trajetória dos tupis e guaranis, que se dispersaram pelo território que se tornaria o Brasil

Por: Andreas Kneip e Antônio Augusto S. Mello
Hipótese da dispersão Tupi com o correlato arqueológico.
The Great Cayman - Donald Lathrap
A ocupação humana do território brasileiro começou há mais de 10 mil anos. Quando os europeus chegaram, na virada para o século XVI, havia povos espalhados do Planalto das Guianas ao Pampa gaúcho, do interior da Amazônia ao litoral. Embora chamados genericamente de “índios”, eram povos diferentes. E a mais evidente prova disso era sua diversidade linguística.
Estudar a história das línguas indígenas ajuda a entender não apenas sua origem comum, mas também os caminhos que esses povos percorreram para se espalhar pelo território. Os linguistas históricos e os arqueólogos já chegaram a diversos consensos sobre o tema de difícil estudo pelos métodos tradicionais da história, uma vez que não há registros escritos para épocas anteriores à presença portuguesa. Mas persiste alguma polêmica. Afinal, qual foi a trajetória dos povos indígenas antes da formação do que conhecemos como Brasil?
A linguística histórica é uma disciplina anterior à própria linguística. Surgiu no século XIX, desenvolvendo métodos para mostrar que línguas com palavras e padrões gramaticais semelhantes são oriundas de uma mesma protolíngua – sendo “proto” o que veio antes. Não por acaso, a área utiliza termos que remetem à biologia geneticista, ciência que também nascia naquela época: línguas de uma mesma “família” (como a românica ou a tupi-guarani), famílias de um mesmo “tronco” (como o indo-europeu ou o tupi). Essas classificações permitem traçar as árvores genealógicas das línguas, inclusive as indígenas sul-americanas.

Fonte: Revista de História do Museu Nacional

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