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4 de fevereiro de 2013

Iphan alerta a população sobre danos em sítios arqueológicos no Amazonas - Portalamazônia.com.br

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Urnas encontradas estão em exposição no Iphan.
Foto: Juçara Menezes/Portal Amazônia

MANAUS – A descoberta de vestígios de populações antigas sempre reacende a preocupação pela salvaguarda destes itens. No Amazonas, o Instituto Nacional do Patrimônio Histórico (Iphan) tem conhecimento de cerca de 300 sítios arqueológicos. Todos eles, no entanto, tem a localização exata guardada em sigilo por receio de saques.
Em entrevista ao portalamazonia.com, a arqueóloga do Iphan, Ellen Barros, afirmou que ainda há, entre a população, a ideia romântica da existência de “tesouros” dentro das urnas encontradas na região. Sobre o assunto, ela ainda faz um apelo. “Não quebrem as urnas, pois não existe ouro dentro delas. A destruição completa ou parcial de vasos antigos no Amazonas é o mesmo que aniquilar uma parte da própria história”.
Nos municípios de São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Manacapuru, Novo Airão, Tefé, Maués, Iranduba, Itacoatiara, Parintins e Presidente Figueiredo, além de Balbina e Manaus, os sítios encontrados já estão sendo estudados. Algumas das últimas descobertas aconteceram em Iranduba, na área da futura Cidade Universitária.
Os itens encontrados com maior frequência são vasos. As cerâmicas mostram que aquele local seria de habitação, com famílias inteiras, por exemplo. “O mais importante é saber a época de sua construção. Há povos retirando-se da área, depois de alguns anos, e retornando ao local tempos depois. Na arqueologia, pesquisamos sobre os povos e seus costumes”, destacou a especialista.
“Um sitio pode ser reocupado ou pela mesma população ou por outro. Por isso, encontramos diferentes cerâmicas no mesmo local. Alguns vasos são mais finos, ou mais grossos ou ainda mais antigos”, explicou Ellen Barros. Cemitérios, com ossos e até restos mortais, também são descobertas frequentes, indicando que o Amazonas foi densamente povoado no período Pré-colonial.
As identificações de sítios arqueológicos acontecem com mais frequência nos projetos de arqueologia preventiva, quando um empreendimento é potencialmente causador de danos ao patrimônio histórico. Este processo é necessário para a liberação das licenças ambientais. No entanto, Ellen destaque que “quando  alguém encontrar um desses itens, é importante avisar ao Iphan ou a algum órgão governamental”.
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com o Museu Amazônico, realiza pesquisa de sítios já registrados. Acadêmicos da Universidade de São Paulo (USP) também desenvolvem investigações de itens antigos encontrados no Amazonas.

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