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5 de fevereiro de 2013

Arte rupestre nas redes sociais - MPEG

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Agência Museu Goeldi – Além de mídias tradicionais, o projeto “Arte rupestre em Monte Alegre – Difusão e memória do patrimônio arqueológico”, realizado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG e pela Sociedade Brasileira de Arqueologia - SAB, lança mão de diversas estratégias multimídias para divulgar a importância do patrimônio arqueológico do município de Monte Alegre, no oeste do Pará. Hotsite, exposição virtual, flipbooksbooktrailers, vídeos de bolso e campanhas nas redes sociais levam informações sobre arte rupestre para quem não é especialista.

exposição “Visões: arte rupestre em Monte Alegre”, inaugurada no dia 13 de dezembro, composta por os painéis informativos, aquarelas de Mario Baratta e o vídeo-documentário “Imagens de Gurupatuba”, dirigido por Fernando Segtowick, terá uma versão virtual. A exposição, que apresenta informações sobre o patrimônio arqueológico do município, estará aberta à visitação até 15 de março de 2013, no Salão Nobre da Escola Imaculada Conceição, localizado à Rua Rui Barbosa, nº 210, Cidade Alta, em Monte Alegre. Faça um passeio virtual pela exposição.

Já os livros “Arte rupestre de Monte Alegre”, de autoria da coordenadora do projeto, Dra. Edithe Pereira (MPEG), e “Itaí: a carinha pintada”, escrito pelo poeta Juraci Siqueira e ilustrado pelo arquiteto e aquarelista Mario Baratta, estão sendo divulgados através de booktrailers - vídeos curtos que apresentam as propostas e imagens das obras. Os livros também estarão disponíveis em formato flipbook, assim como o folder da exposição Visões e as séries de aquarelas de Mário Baratta, basta clicar nos títulos e tenha uma boa leitura na tela de seu computador.

Todo o material produzido pelo projeto está disponibilizado no hotsite “Arqueologia de Monte Alegre”, criado para armazenar e divulgar os conteúdos de projetos arqueológicos do Museu Goeldi no município, que sempre despertou grande interesse nos viajantes e cientistas que percorreram aquela localidade.

Professores, interessados em tratar desta temática com seus alunos em sala de aula, podem acessar no sítio eletrônico omaterial educativo criado pela especialista Mariana Sampaio, assim como a edição especial sobre o tema do jornal Destaque Amazônia, que será publicado em fevereiro de 2013.

Divulgação nas redes sociais – Com o objetivo de ampliar o universo de pessoas interessadas no patrimônio cultural brasileiro e sua conservação, o projeto disparou uma campanha informativa nas redes sociais, envolvendo a postagem do conteúdo multimídia e informações curiosas sobre o tema para instigar os seguidores do Museu Goeldi no FacebookTwitter e Youtube. O objetivo é chamar atenção para a importância do conhecimento sobre a Arqueologia na Amazônia e incentivar debates nas redes sobre a conservação dos sítios de arte rupestre. A campanha também prevê o sorteio de livros do projeto em janeiro e fevereiro.

Arte Rupestre – Coordenado pela Dra. Edithe Pereira (MPEG), o projeto “Arte rupestre em Monte Alegre – Difusão e memória do patrimônio arqueológico” tem como objetivo sensibilizar a sociedade para a preservação do patrimônio arqueológico em Monte Alegre. Para atingir seu objetivo, torna públicas as informações científicas sobre o tema através de uma série de ações e produtos voltados para públicos variados.

Arte rupestre é o termo para designar as pinturas e gravuras que os homens pintavam e esculpiam em rochas e pedras. As várias culturas espalhadas pelo mundo refletem na diversidade de desenhos e suas formas de fazê-lo. No Pará, existem mais de 100 sítios registrados com pinturas rupestres e, as mais antigas, feitas por volta de 11 mil e 200 anos atrás.

Em Monte Alegre, as pinturas se destacam pela supremacia da temática antropomórfica e pela presença de representações gráficas visíveis unicamente com a ajuda de luz artificial. Outra característica interessante é o aproveitamento de orifícios, arestas ou protuberâncias das rochas no uso dos desenhos para contribuir na composição das figuras, dando volume ou compondo as imagens, como o desenho de faces humanas sobre projeções angulares de rochas, por exemplo.

Sabe-se que os autores da arte rupestre em Monte Alegre foram homens modernos (homo sapiens sapiens), mas há dificuldades em identificar a que tribo pertenciam. O principal motivo para isso é o fato de que existem poucos indígenas vivendo nesta região e, quando isso ocorre, a tribo local não assume a autoria dos desenhos.

Os desenhos estão protegidos por lei por estarem dentro de uma unidade de conservação de proteção integral, o Parque Estadual Monte Alegre (PEMA). As pinturas localizadas tanto no interior das grutas quanto ao ar livre apresentam um bom estado de conservação. No entanto, agentes biológicos, os constantes incêndios e principalmente o turismo desordenado estão contribuindo para a degradação dessas imagens.

Edithe Pereira explica, em uma série de vídeos, algumas singularidades da arte que vem sendo encontrada em Monte Alegre. Assista “Peculiaridades”, “Figuras Antropomorfas” e “Círculos”.

Texto: Luena Barros e Fernando Cabezas


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